No início do mês de novembro, o Ministério Público Estadual foi palco da segunda edição da Oficina de Empoderamento Feminino da Cidade de Santarém.

POR HELLEN JOPLIN

Através da promotoria de justiça de violência contra mulher, entre os dias 7 e 9 de novembro foi realizada a segunda edição da Oficina de Empoderamento Feminino. Acolhendo meninas de escolas periféricas de Santarém, o evento tem como objetivo fortalecer as participantes, e transformá-las em agentes multiplicadoras, na escola, em suas casas, em suas comunidades.

Por Hellen Joplin

A primeira edição ocorreu em março deste ano e está em andamento até hoje, com alunas da escola Julia Passarinho. De acordo com a realidade dessas meninas, elas continuam fazendo rodas de conversas, tentando atender a demanda delas mesmas.

” A partir das oficinas, elas começaram a identificar por exemplo que o banheiro feminino, tinhas muitos xingamentos contra as próprias meninas, então elas apagaram e colocaram no lugar, mensagens de auto estima e sororidade com elas mesmas, fazendo a oficina valer a pena.” Conta Railana Fernanda, executora e colaboradora do projeto.

Por Hellen Joplin

As oficinas contam com rodas de conversas, acolhimento, aulas de defesa pessoal, oficinas de pintura, de autocuidado e dança circular. As participantes são indicadas na escola, pelas professoras e professores, geralmente meninas que facilmente podem passar o conhecimento adquirido nas oficinas, ou que já passaram por algum tipo de violência.

Por Hellen Joplin

“Uma coisa que sempre me incomodou muito, foi perceber que o processo criminal não resolve a questão da violência, mas um trabalho de conscientização, de mudança de paradigma, de desconstrução do estereótipos de gêneros, é muito mais eficaz do que qualquer processo criminal.” Diz Luziana Dantas, promotora de justiça e coordenadora do projeto.

Esse projeto não tem um recurso, ele conta com a colaboração de instituições como o IFPA, que empresta os tatames, a OAB, que faz doações de materiais, o movimento feminista como o Mulheres em Movimento, movimento de empoderamento estético com As Crespadas, o Maria do Pará, pessoas como as lutadoras de jiu jitso Alciene e Carol, que dão aula de defesa pessoal, a psicóloga Livia Arreias, que foi facilitadora nessa segunda edição que também foi em memória da educadora social Luiza Freire, que foi facilitadora na primeira edição. São mulheres que acreditam na ideia, e fazem com que essa mudança social de fato possa acontecer. 

Por Hellen Joplin
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Categories: Mulher Saúde

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