Unidades de Saúde da vila de Alter do Chão estão sem medicamentos, materiais básicos de enfermagem, produtos de limpeza e gasolina para ambulância, inviabilizando o trabalho de médicos e enfermeiros

FALTA TUDO. É isso que estava escrito na prescrição médica do morador Almério Almeida quando, sem conseguir receber atendimento na vila após um acidente de moto, foi encaminhado para o Hospital Regional de Santarém. Foi de carona, porque não havia nem gasolina na ambulância do posto para levá-lo à cidade. Deixado em Santarém com a esperança de receber socorro, deparou-se mais uma vez com o desleixo público: no hospital a única coisa que sobrava era pacientes na fila. Não tinha gesso, nem material para curativo, nem mesmo solidariedade. O paciente foi convidado a se retirar do mesmo jeito que chegou, dando seu jeito para voltar à vila sem poder andar e sem poder contar com uma ambulância. Pediu mais uma vez ajuda de amigos, para quem ligou sozinho abandonado na frente do hospital.

Em Alter do Chão, moradores com diabetes, hipertensão arterial, doenças crônicas no fígado, rim, mal de Parkinson estão todos sem receber medicamento. As famílias com pacientes e pessoas idosas em casa ficam divididas entre comprar alimento ou comprar remédio. Muitas deixam de comprar remédios. É o caso Silvia Maria dos Santos, 33 anos, que há dois anos sofre com dor intensa e água no joelho causada por artrite. Sem receber medicamento e sem ter como comprar o remédio que custa 800 reais por mês, Silvia parou de trabalhar e não tem como sair de casa com facilidade. Até mesmo turistas acidentados com ferradas de arraia, por exemplo, ficam a ver navios.

Professora aposentada não ganha o suficiente para comprar remédio pra Parkinson

O descaso com a saúde pública em Santarém é vergonhoso, com a precarização de todos os serviços, das Unidades Básicas de Saúde às Unidades de Pronto Atendimento ao Pronto Socorro Municipal e até mesmo com o Barco Abaré que atende comunidades remotas do município no outro lado do rio Tapajós.

Depois das falas na frente do Unidade Básica de Saúde, moradores saíram em passeata pela vila:

Passeata nas ruas da vila | Filmagem e edição: Rodrigo Viellas

Abaixo assinado enviado ao Ministério Público Estadual, que foi assinado durante a mobilização dos moradores.

Alter do Chão, 11 de maio de 2018.

Nós, moradores de Alter do Chão e Eixo Forte abaixo assinados, vimos por meio deste, manifestar nossa indignação e solicitar providências do poder publico para solucionar os problemas relacionados à má condição que a Saúde Pública de Alter do Chão se encontra.

Os problemas são diversos, dos quais elencamos alguns exemplos:

O quadro de equipe de saúde é incompatível com o público atendido. Os usuários do Sistema Público de Saúde em Alter do chão são os moradores de Alter do Chão, as Comunidades do Eixo Forte e comunidades ribeirinhas da outra margem do Rio Tapajós, além dos turistas que também utilizam o atendimento desta localidade. Esse numero de pessoas tem volume de demanda que justifica um quadro de funcionários 3 vezes maior que o atual.

Ambos os postos de Saúde de Alter do Chão sofrem continuamente de falta de medicamentos incluindo medicamentos básicos, vacinas, materiais para curativos, soro e até produtos de limpeza.

A ambulância local com frequência fica impossibilitada de atender emergências por falta de combustível.

Declaramos ainda que somos cientes que ameaças foram feitas aos profissionais de saúde, sobretudo aos que são contratados quanto à manutenção de seus empregos pelo suposto envolvimento dos mesmos nas manifestações que são legítimas por parte da sociedade.

E registramos aqui que se alguma represália for direcionada a esses profissionais, iremos à publico, divulgaremos na imprensa nacional, as atitudes autoritárias e repressivas de direitos dos cidadãos que estão sendo tomadas pela atual gestão deste município!

One comment

SOS SAÚDE - Alter do Chão pede socorro

  1. Com a palavra o prefeito,
    Sua vez senhor de nos responder o motivo de tamanho descaso. Por favor nos responda, mesmo que já saibamos que sua MIOPIA lhe impede de ver a todos como sujeitos de direitos, que seu estômago não digere a igualdade e sofre com uma ÚLCERA SUPURADA que lhe arrepia quando tem que ENGOLIR as diferenças e os diferentes, que seus pulmões quase encharcados de RANCOR pouco ou quase nada respiram o mesmo AR DISPONÍVEL aos iguais, que seus RINS estão TOMADOS DE CÁLCULOS DE PURA MALDADE, que seu SANGUE INFECTADO de ÓDIO dos pobres ENTOPE SUAS VIAS e ENTORPECE seu já tão “MICRO ENCEFÁLICO” CÉREBRO que pela ausência quase total de NEURÔNIOS não enxerga nada além de PRIVATIZAR E AUMENTAR IMPOSTOS, por fim, FÍGADO, PÂNCREAS, BAÇO, LÍNGUA, APARELHO ESCRETOR ( não quero ser indelicado) e claro O CORAÇÃO…estão todos contaminados de USURA, sofrendo com o PARASITISMO característico dos maus políticos e dos estelionatátrios deste circo que outrora chamávamos de Santarém. Como diria minha vózinha: casa ferreiro, espeto de pau. Não há outra forma de justificar um OTORRINOLARINGOLOGISTA que ficou completamente SURDO pelo excesso de gritos dos pedantes ao seu ouvido, “BALINDO” incansávelmente elogios TORPES e que nada mais querem que as migalhas do poder.
    Esperamos uma justificativa…mas saberemos entender qualquer LARINGITE OU FARINGITE que lhe cause AFONIA INESPERADA…Se este for o caso por favor poupe-se o trabalho de procurar solução em Alter, por aqui não tem uma “CIBALENA”, a não ser que o povo Borari lhe ajude com uma boa EMBROCAÇÃO com ervas especialíssimas na garganta, daquelas com o dedo enrolado em algodão.
    Tudo bem, se ficar muito difícil explicar tamanho paradoxo, vou te dar um conselho, deixe os verdadeiros profissionais da saúde trabalharem, aqueles que exercem a profissão exercitando a solidariedade também, se for possível e não for pedir muito, invente ou improvise uma DOENÇA DA VACA LOUCA OU COCCIDIOSE SUÍNA e nos deixe em paz.

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