Por Hellen Joplin

As mulheres não voltarão para a cozinha, os negros não voltarão para a senzala e o amor e alegria não voltarão para o armário. Ontem a cidade de Santarém no oeste do Pará ficou lilás e feminina. Mesmo sendo uma cidade conservadora, milhares de pessoas entre mulheres, homens e crianças ocuparam a avenida Tapajós para protestar contra a campanha de ódio e violência que o candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) apresenta. #Elenão! Santarém marchou em defesa das mulheres, negros, indígenas, LGBTs, comunidades ribeirinhas e tradicionais para dizer que o país tem muitos candidatos com propostas e diálogo a altura do povo, mas Bolsonaro não.

O ato convocado por mulheres foi organizado em todos os Estados do Brasil, e em pelo menos 20 países. A concentração começou tímida e em pouco mais de uma hora já abrigava uma verdadeira multidão! O evento contou com lideranças femininas do oeste do Pará, além da ilustre presença da cantora Gabi Amarantos, que acompanhou todo o percurso. Para finalizar, o evento teve a participação de grandes nomes da música como as gloriosas Priscila Castro, Dandara, Jana Figarella, Cristina Caetano, o grupo indígena Suraras do Tapajós e a Banda Severinas.

Foto de Nilson Vieira
Foto de Aloyana Lemos
Foto de Bruna Simões
Foto de Bruna Simões
Foto de Cynthia Nigro Oyakawa
Foto de Ale Capiruna
Foto de Aloyana Lemos
Foto de Sara Pereira
Foto Sara Pereira
Foto de Sara Pereira
Foto de Aloyana Lemos
Foto de Aloyana Lemos
Foto de Aloyana Lemos
Foto de Leila Paduano com Natashia Santana
Foto de Aloyana Lemos
Foto de Leila Paduano com Maria Flor
Foto de Aloyana Lemos
Foto Sara Pereira
Severinas no palco – foto Patrícia Kalil
Foto de Jackson Rêgo

Manifestantes sofreram muitas provocações feitas por eleitores do candidato, além de uma mulher estudante da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará) ter sido arrastada por um carro com adesivo do candidato da extrema direita só por estar carregando uma bandeira feminista. A vítima não quis registrar queixa na delegacia de polícia, pois disse sentir medo. Após o ato, a mulher voltou para casa e não participou da manifestação. Em tempos sombrios, as mulheres santarenas deram uma verdadeira aula de paz, luta e resistência!

Até nas comunidades ribeirinhas da Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns houve protexto. O grito por respeito, por justiça social, pela alegria, pela liberdade e pelo reconhecimento dos direitos das mulheres, indígenas, quilombolas e LGBTs é de todas nós.

#elenão.

 

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