No dia 8 de março, o mundo inteiro escutou o chamado de meninas, adolescentes, mulheres, mães, avós, trabalhadoras, guerreiras, donas de casa, trabalhadoras rurais, funcionárias, empresárias, profissionais liberais, artistas… Em todos os cantos, a mesma denúncia: estão nos matando! O que está acontecendo? Vamos sim falar da realidade vivida pelos corpos femininos, que geram vida, que alimentam, que amam, que são generosos e solidários. Corpos que resistem. Somos fortes, somos muitas, estamos vivas e vamos lutar.

Foto Daniel Gutierrez Govino

Uma mulher é morta a cada duas horas no país. Na região norte, os números são alarmantes. No Pará, a quantidade de casos de mulheres assassinadas cresceu 20% no último ano. Em Roraima e no Acre, o feminicídio está muito acima da média nacional. Não há lugar seguro: em casa, no trabalho ou nas ruas, meninas, mulheres, mães, senhoras estão sendo assassinadas.

♀️ Juntas contra Bolsonaro | Foto de Daniel Gutierrez Govino

No Brasil todo, o nome de Marielle Franco foi lembrado. A jovem vereadora negra foi brutalmente assassinada em 14 de março de 2018. Como uma vereadora pode ser executada com 3 tiros na cabeça e um no pescoço disparados por uma submetralhadora, no centro do Rio de Janeiro, às 9h da noite, com câmeras filmando, e não chegam aos mandantes do crime?

Foto Hellen Joplin

Foram disparados 13 tiros contra o carro que levava a vereadora. O motorista Anderson Gomes, que acompanhava Marielle, levou 3 tiros nas costas e morreu na cena do crime. O Secretário de Segurança do Rio fala que claramente foi um crime por motivação política, já que a vereadora fazia ações comunitárias na Zona Oeste da cidade e tinha pautas contra bandidos milicianos. Marielle presente!

♀️ Foto de Daniel Gutierrez Govino

A mãe e a esposa de Adriano Magalhães da Nóbrega (tido pelo Ministério Público do Rio como o homem-forte do Escritório do Crime – que executou a vereadora) trabalhavam na câmara legislativa, mais especificamente no gabinete do Flavio Bolsonaro. O que mais já se sabe? Quem mandou matar Marielle?

♀️ Suraras do Tapajós | Foto de Daniel Gutierrez Govino

As mulheres indígenas saem em defesa da vida, das famílias e de todo povo tapajônico, ribeirinho e tradicional. Uma luta que deveria ser de todos nós.

O Tapajós não quer barragens, cargueiros, portos, mineração e soja. Aos dados: 50% da Floresta Amazônica paraense já está no chão.

♀️ Hellen Joplin | Foto de Daniel Gutierrez Govino

Parabéns, só se for por ter tido a sorte de ter 30 anos e continuar viva, em um pais que mata 15 mulheres por dia!!!

Hellen Joplin

Chega de violência doméstica. Segundo informações da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), de janeiro a junho de 2018 foram computados 11.410 casos de agressões. Essa é a parte que foi registrada, mas o governo sabe que a maioria das vítimas não registra formalmente as agressões. Chega! Na última década, são mais de 10 mil mulheres assassinadas. Não corramos mais riscos. Ninguém pode tirar a vida de ninguém.

♀️Pela vida das mulheres | Foto de Daniel Gutierrez Govino

Em Santarém, saímos às ruas para gritar: chega de feminicídio! Justiça para Nicinha, Maria do Espírito Santo, Dorothy, Marielle e Marias! Nossas lutadoras em defesa da natureza, em defesa dos nossos direitos não podem continuar sendo assassinadas. Parem de nos matar!

Sara Pereira
♀️ Foto de Daniel Gutierrez Govino

Pela potente utopia do Matriarcado de Pindorama! Lute como uma garota. Com amor. ♡ Somos livres. Somos fortes. Somos lindas. Somos meigas e somos bravas. Somos santas e somos bruxas. Somos alegria e amor.

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Categories: Mulher

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