Por Juana Calcagno Galvão

A culinária paraense, com todas as suas nuances carregadas de história de povos diversos, mas que até hoje consegue preservar a cultura culinária indígena, há cerca de dez anos começou a ter visibilidade nacional e, posteriormente, internacional. Não é pra menos, pois nossos ingredientes trazem uma autenticidade inigualável. E isso não passou desapercebido aos olhos dos grandes cozinheiros e chefs.

Agora, o movimento mundial volta às raízes e resgatar às mesas uma comida simples, nutritiva, com alimentos orgânicos, sazonais e que valorizam a cadeia produtiva.

Casa de farinha e tucupi

É exatamente neste contexto que o Tapajós entra como a bola da vez. Uma cultura alimentar forte, onde prevalecem os costumes tradicionais, onde ainda se vive uma vida ditada pela tempo da natureza, onde prevalece o consumo pela sazonalidade. Onde a mesa é farta de peixe, farinha em suas diferentes formas, tucupi, pimentas, açaí, frutos, legumes da agricultura familiar.

Prato do chef Roger Carvalho apresentado no Festival Gastronômico

Mas o que também faz desse lugar um chamariz para os entendidos do assunto são os ingredientes peculiares, tais como o aviú, feijão de Santarém, piracuí, cumaru, café de açaí produzido por mulheres do município de Belterra, camu-camu – o fruto mais rico do mundo em vitamina C; maracujá do mato, espinafre orelha-de-macaco (Planta Alimentícia Não Convencional – PANC), e os peixes peculiares desta região.

aviu

Assim, como no ritmo das águas do Tapajós e Amazonas, seguimos em um movimento slow food tão aclamado, mas que nunca deixou nossas mesas.

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