Por coletivo de repórteres Boto no evento

A Mostra realizada na aldeia de Alter do Chão trouxe 13 povos da região do baixo Tapajós e rio Arapiuns. Aqui, aconteceu um grande encontro com intercâmbio étnico, cultural, artístico e econômico. A importância dessa mostra revela a necessidade da organização dos povos tradicionais da região e a importância de estabelecer momentos para celebrar os rituais dos antigos, como afirma os indígenas ao falar com carinho dos seus ancestrais.

A mostra MUTAK ao proporcionar que artistas e feirantes étnicos realizem o comércio solidário, se manifesta na fala do indígena Tapajó Edu Cuia:

“A mostra Mutak é importante pois fortalece a cultura indígena. Aos poucos, a gente cria um diálogo com todos, indígenas e não-indígenas, um diálogo entre todos. Cada um faz uma coisa diferente e aqui é o momento para expressar isso, essas diferenças, essa diversidade. Apesar de sermos tão parecido, nós somos diversos”.

Edu Cuia, ceramista Tap

Para ele, o momento atual de incertezas pede que a cultura indígena reviva a essência dos antigos, através da arte e da cerâmica. É na cultura que se mostra o povo e a o saber indígena tem sido tão perseguido pela cultura hemegômica do país. A importância da MUTAK ser realizada a partir da Aldeia Alter do Chão é a oportunidade de turistas, moradores e alternativos do mundo inteiro estabelecerem essa conexão com os povos da região. Um impulso para a cultura e economia tradicional que também oferece aos visitantes diversas atrações artística, oficinas e encontros.

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