Por coletivo de repórteres Boto no evento

Teçume é a palavra indígena que se refere à prática do trançado com palha. Da palha, se faz o tipiti, o panacu e instrumentos do dia a dia dos povos da Amazônia e comunidades tradicionais.

É um conhecimento milenar que se mantém até hoje e demonstra a resistência da cultura indígena, sendo transmitida de geração para geração.

Maria Helenita Batista Farias, 65, do povo tupinambá, ofereceu uma oficina de teçume em palha, representando todas as mulheres que reverenciam esta tradição em suas aldeias e comunidades. Professora de Geografia, Maria deixou sua aldeia, São Francisco do Paraoá, na Resex Tapajós/Arapiuns, para “trazer conhecimentos e fazer uma troca de experiências com outros povos”, disse a indígena à equipe de comunicação da Mutak.

A oficina contou com uma media de cinco participantes, entre turistas, moradores e indígenas de outras regiões. Além de oferecer a oficina de teçume em palha, Maria também está expondo produtos típicos provenientes de sua aldeia na feira de expositores: farinha e beijú. Venha conferir!

O que é MUTAK?

A Mukameẽsawa Tapajowara Kitiwara (MUTAK) é o nome originalmente escrito em Nheegatu, que significa em português: “Mostra de Arte Indígena do Baixo Tapajós”, valorizando a língua nativa local. A mostra é uma ação de fortalecimento e resgate cultural indígena, de proteção da memória e ancestralidade dos povos da região e de valorização de suas artes e ofícios

III MUTAK acontece nos dias 27 e 28 de julho em Alter do Chão, reunindo 13 povos originários dos municípios de Aveiro, Belterra e Santarém: os indígenas Apiaka, Arapiun, Arara Vermelha, Borari, Kara-Preta, Jaraki, Kumaruara, Munduruku, Maytapú, Tapajó, Tapuia, Tupinambá e Tupaiú.

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Categories: Coluna Borari Mutak

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